Vereador afastado Carlos Delfim apresenta renúncia antes de processo de cassação

Vereador afastado Carlos Delfim apresenta renúncia antes de processo de cassação

Na tarde desta terça-feira (16), o vereador afastado Carlos Delfim surpreendeu ao apresentar um ofício de renúncia. Essa medida foi tomada às vésperas da reunião marcada para amanhã, na qual seria discutido o processo de cassação de seu mandato.

O pedido de renúncia foi encarado por muitos vereadores como uma estratégia para evitar a inelegibilidade do parlamentar pelos próximos oito anos, caso ocorra uma eventual cassação. A reação imediata de alguns vereadores foi manifestar o desejo de que a reunião seja mantida e que o processo siga seu curso normalmente.

A renúncia apresentada pelo Carlos Delfim trouxe à tona uma série de questionamentos sobre as motivações por trás dessa ação. Alguns parlamentares argumentam que a renúncia seria uma tentativa de escapar das consequências de um possível processo de cassação, visto que a inelegibilidade poderia prejudicar seus planos políticos no futuro próximo.

A discussão em torno do caso ressalta a importância de se garantir a continuidade dos processos de cassação, mesmo diante de renúncias repentinas. Para muitos, é fundamental que as investigações e debates ocorram para que a justiça seja feita e que não haja brechas que permitam que políticos possam evitar as consequências de seus atos.

A opinião de diversos vereadores é de que o processo de cassação de Carlos Delfim deve prosseguir, independentemente de sua renúncia. Argumenta-se que a renúncia não deve ser um meio de fuga das responsabilidades e que é necessário que os parlamentares sejam responsabilizados por eventuais irregularidades cometidas durante seus mandatos.

Além disso, há uma preocupação com a mensagem que a renúncia pode enviar à população. Para muitos cidadãos, a renúncia repentina de um vereador afastado pode ser interpretada como uma forma de escapar das consequências legais e pode minar a confiança na integridade do sistema político.

Diante desse cenário, a reunião marcada para amanhã assume um papel crucial para definir o rumo desse processo de cassação. É esperado que os vereadores presentes na sessão expressem sua posição a respeito da continuidade do processo e avaliem as medidas a serem tomadas em relação à renúncia apresentada.

Acompanhar de perto o desenrolar dessa situação é importante para garantir a transparência e a responsabilidade na política local. Os próximos acontecimentos trarão importantes reflexões sobre a necessidade de se aprimorar os mecanismos de controle e punição no âmbito político, reforçando a confiança da população nas instituições democráticas.

Audiência Pública sobre Transporte Urbano

Audiência Pública sobre Transporte Urbano

No dia 9 de março (quinta-feira), tive o privilégio de representar o @ciasdem em uma importante audiência pública sobre o transporte público. Durante a minha participação, tive a oportunidade de expor nossas preocupações sobre a falta de acessibilidade nos pontos de ônibus e a prática da empresa de transporte público de emitir as carteirinhas para as pessoas com deficiência, uma responsabilidade clara do poder público.

É fundamental destacar a importância da acessibilidade nos espaços públicos, garantindo que todas as pessoas possam ter acesso aos mesmos direitos e oportunidades. Além disso, é necessário que o poder público assuma suas responsabilidades e ofereça serviços de qualidade para toda a população, principalmente para aqueles que possuem alguma deficiência.

Acredito que a nossa participação nessa audiência pública foi fundamental para que as autoridades ouvissem nossas preocupações e tomem as medidas necessárias para garantir a acessibilidade nos pontos de ônibus e para que a empresa de transporte público deixe de emitir as carteirinhas para pessoas com deficiência.

O CIASDEM seguirá comprometido em lutar por uma sociedade mais justa e inclusiva, onde todas as pessoas possam exercer seus direitos plenamente. Esperamos que juntos possamos continuar lutando por uma sociedade mais justa e acessível.

Jovem de família circense cria projeto que leva a magia do circo e da dança para creches e escolas

Jovem de família circense cria projeto que leva a magia do circo e da dança para creches e escolas

Nos últimos dias a cidade de Muriaé foi surpreendia com o projeto Circo e Dança na Escola, idealizado por Welhyngton Ribeiro Teodor, que conta com a colaboração de três irmãos e duas sobrinhas.
Inicialmente as apresentações estão acontecendo em algumas creches escolares da cidade e tem gerado uma grande repercussão através das redes sociais. Diante da repercussão nossa equipe de redação decidiu entrar em contato com o proponente do projeto para entender como nasceu essa ideia brilhante. Afinal, em tempos de pandemia o sorriso ficou “escasso”, e um projeto tão belo que leva cultura, arte e garante boas gargalhadas é extremamente essencial para a nossa sociedade.

Redação: Welhyngton, como nasceu essa ideia?
Welhyngton: Então, como você e muitas pessoas sabem, eu vim de família circense. Nascido e criado no circo, porém, quando meu pai se aposentou, foi decidido fixar residência em Muriaé. Cada um dos irmãos arrumou um emprego, mas a arte circense continuou no coração de cada um. Eu pude percebe a carência de muitos estudantes de creches e escolas que nem sempre são agraciados com a oportunidade de apreciar um espetáculo, então pensei, se eles não podem ir ao circo por várias questões, e muitas das vezes questões financeiras, por qual motivo o circo não pode ir até elas? Chamei meus irmãos para conversarem e na mesma hora eles abraçaram o projeto.

Redação: Como é a recepção dos alunos durante o espetáculo?
Welhyngton: A melhor possível! Eles abraçam nossa apresentação com um carisma inigualável, o que torna nosso projeto ainda mais leve.

Redação: Qual a sensação de vocês após cada espetáculo?
Welhyngton: A sensação é de gratidão e de missão cumprida. Arrancar gargalhadas daqueles que estão prestigiando o nosso show é algo que provoca uma satisfação que não consigo nem explicar.

Redação: Todos os participantes era de circo?
Welhyngton: Sim, todos são da mesma família circense.

Redação: Vocês já fizeram 6 apresentações, pretendem fazer mais?
Welhyngton: Sim, inclusive já temos outras apresentações agendadas para o dia 1 de agosto que acontecerá na Escola Municipal Alzira Chaves Lacerda. Uma apresentação acontecerá às 10h e a outra às 12h30.

Parabéns, Welhyngton! Precisamos de mais iniciativas assim, para que a vida do nosso povo se torne mais leve! Muito sucesso em sua caminhada!

 

 
 
 
 
 
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Senado aprova PEC que coloca mobilidade e acessibilidade na Constituição

Senado aprova PEC que coloca mobilidade e acessibilidade na Constituição

O Plenário do Senado federal aprovou nesta terça-feira (28), em segundo turno, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Acessibilidade (19/2014), que inclui a acessibilidade e a mobilidade entre os direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição.

Foram 71 votos a favor e nenhum contrário. A PEC agora segue para votação na Câmara dos Deputados.

O texto inicial, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), havia sido aprovado em primeiro turno em outubro de 2019, com 56 votos a favor e nenhum contra, mas desde aquele ano não voltou a ser incluído na ordem do dia.

No texto, Paim defende que os movimentos sociais e os debates sobre a necessidade de “inclusão dos grupos marginalizados fizeram emergir a consciência de que normas protetivas precisam ser editadas de maneira a promover a tão sonhada igualdade de direitos”.

O texto acrescenta os termos “acessibilidade” e “mobilidade” ao artigo 5º, que trata dos direitos fundamentais e deveres individuais e coletivos da Constituição.

Mais de 40 milhões de pessoas com deficiência

Paim justificou a ideia afirmando que a acessibilidade, tanto em transportes quanto em recursos tecnológicos, é fundamental para a cidadania plena. Segundo ele, a pandemia “escancarou as desigualdades que atingem as pessoas com deficiência”.

“A pandemia escancarou as desigualdades e as dificuldades que atingem as pessoas com deficiência. Sem acessibilidade universal, não há cidadania. Cada vez mais é preciso que os governos avancem na construção de políticas públicas de inclusão”, afirmou.

Segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 46 milhões de pessoas com deficiência (PCD).

Na Câmara, a proposta precisa de pelo menos 308 votos favoráveis em dois turnos. Caso haja mudanças no texto, a PEC voltará para o Senado. Mas, se não tiver alterações, será promulgada, ou seja, passará de fato a ser executada.

Por se tratar de uma PEC, não é necessário sanção presidencial.

(*Com informações da Agência Senado)