Advogado de defesa do ex-vereador Sargento Joel alega perseguição durante operação “Catarse”

Advogado de defesa do ex-vereador Sargento Joel alega perseguição durante operação “Catarse”

Nesta quinta-feira, durante uma entrevista por telefone à Rádio Muriaé, o advogado de defesa do ex-vereador e policial militar, Sargento Joel, Dr. Deivid Reginaldo, levantou a questão de que seu cliente tem sido alvo de perseguição durante a operação “Catarse”, deflagrada pelo Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial em Combate ao Crime Organizado (GAECO).

De acordo com o advogado, outros quatro vereadores e empresários de Muriaé, acusados de cometerem o mesmo crime que Joel, estão soltos e sequer foram citados no processo. Essa discrepância levanta suspeitas sobre uma possível seletividade nas investigações e detenção de seu cliente.

Durante a conversa, o advogado também informou que entrou com uma ação judicial exigindo que Sargento Joel assuma a ocupação de vereador, na cadeira do partido PDT, alegando que seu cliente é o primeiro suplente e foi eleito democraticamente com 714 votos. Segundo o Dr. Deivid, a intenção é garantir que a lei seja cumprida e que a vontade dos eleitores seja respeitada.

O advogado explicou que a renúncia de Joel, em dezembro de 2021, foi uma decisão provisória, motivada por problemas de saúde que o levaram a receber auxílio doença do INSS na época. Atualmente, o vereador Reginaldo Roriz ocupa a cadeira de vereador por ser o segundo suplente.

É importante ressaltar que Sargento Joel está atualmente preso no 21º Batalhão da Polícia Militar em Ubá. Ele enfrenta acusações graves, incluindo o suposto assassinato de sua esposa, Priscila Asevedo, em dezembro de 2021, além de envolvimento em crimes de desvio de dinheiro público durante seu mandato como presidente da Câmara de Vereadores.

O julgamento de Sargento Joel ainda não tem uma data definida para ocorrer, e a defesa continua alegando a inocência de seu cliente, enquanto busca garantir seus direitos políticos. A situação envolvendo as acusações e a possível perseguição durante a operação “Catarse” certamente será acompanhada de perto pela população de Muriaé e pela opinião pública em geral.

Ouça o áudio da entrevista: 

Decisões de exoneração em Muriaé levantam questionamentos sobre motivações políticas

Decisões de exoneração em Muriaé levantam questionamentos sobre motivações políticas

No último dia 22 de maio, o prefeito de Muriaé, Dr. Marcos Guarino, emitiu o decreto de número 11.969, que dispõe sobre a exoneração de servidores ocupantes de cargos em comissão das Secretarias Municipais. A medida, aparentemente motivada pela necessidade de pessoal no âmbito dos órgãos da Administração Direta Municipal, vem gerando questionamentos sobre sua real motivação.

De acordo com o decreto do prefeito, foram exoneradas três pessoas da Secretaria Municipal de Administração, uma pessoa da Secretaria Municipal de Obras Públicas, uma pessoa da Secretaria Municipal de Agricultura, duas pessoas do Gabinete do Prefeito, uma pessoa da Secretaria Municipal de Planejamento e Controle, e duas pessoas da Secretaria Municipal de Fazenda.

Embora o documento oficial mencione as justificativas legais para as exonerações, rumores e conversas extraoficiais indicam que o prefeito pode ter utilizado essas medidas para atingir vereadores que não têm votado de acordo com suas orientações.

A ação levanta preocupações sobre a imparcialidade e a transparência das decisões políticas tomadas pelo prefeito. É importante ressaltar que as exonerações em si não são ilegais ou irregulares, desde que estejam em conformidade com a legislação vigente e com os critérios estabelecidos para ocupação de cargos em comissão.

Diante desses acontecimentos, este veículo de comunicação se compromete a acompanhar de perto o desenrolar dos fatos e buscar mais informações para esclarecer se houve ou não motivações políticas nas exonerações. É fundamental que a população esteja informada sobre as decisões que afetam diretamente o funcionamento da administração pública e a representatividade dos vereadores eleitos democraticamente.

Continuaremos a acompanhar esse caso de perto e manteremos nossos leitores informados sobre qualquer desenvolvimento. Nossa missão é trazer transparência e apurar os fatos de maneira imparcial, a fim de garantir a integridade dos processos políticos e a confiança da população em suas instituições.

Importante: Este artigo é baseado em informações disponíveis até a data de publicação. Quaisquer atualizações subsequentes podem alterar o cenário ou adicionar novos elementos à situação. É essencial continuar acompanhando as notícias para se manter informado sobre os desdobramentos desse caso.

Sargento Joel preso por feminicídio protocola pedido para assumir vaga de vereador cassado

Sargento Joel preso por feminicídio protocola pedido para assumir vaga de vereador cassado

Na tarde de terça-feira (23), uma reviravolta chocante na política de Muriaé. O Vereador Sargento Joel Morais de Asevedo Júnior, atualmente detido em Ubá por causa de um feminicídio, protocolou um pedido na Câmara Municipal para tomar posse na vaga deixada pelo ex-Vereador Carlos Delfim, que foi cassado por decisão unânime dos colegas vereadores no último dia 17/05.

A solicitação do suplente de Vereador Sargento Joel baseia-se no fato de ser o primeiro suplente do partido, o que o tornaria o sucessor direto de Carlos Delfim. Alega-se que sua renúncia ao direito de assumir o cargo foi apenas durante o afastamento do ex-Vereador e, portanto, não é definitiva.

No entanto, é importante ressaltar que o suplente Sargento Joel enfrenta outra prisão preventiva, determinada no âmbito da operação CATARSE, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). Essa nova prisão traz ainda mais questionamentos sobre sua elegibilidade para assumir uma cadeira no legislativo municipal.

Agora, cabe à Presidência da Câmara de Muriaé apreciar o pedido do suplente. A decisão não apenas colocará em jogo a reputação da instituição, mas também poderá gerar indignação e debates acalorados na comunidade muriaeense, uma vez que o caso envolve um crime grave e a necessidade de preservar a integridade da representação política local.

Enquanto a cidade aguarda a posição da Câmara Municipal, os cidadãos expressam preocupação com a possibilidade de um Vereador acusado de feminicídio assumir um cargo público de tamanha importância. Afinal, esse evento não apenas afeta diretamente a confiança na política local, mas também levanta questões sobre o sistema de seleção e indicação dos candidatos.

Acompanharemos atentamente os desdobramentos desse caso que promete agitar Muriaé nos próximos dias, mantendo nossos leitores informados sobre a decisão da Presidência da Câmara e as consequências dessa situação inusitada.

Proposta de revogação da Lei de taxa de resíduos gera expectativa de alívio financeiro em Muriaé

Proposta de revogação da Lei de taxa de resíduos gera expectativa de alívio financeiro em Muriaé

A recente mudança na taxa para a tarifa de resíduos sólidos em Muriaé tem causado insatisfação entre os moradores da cidade. No entanto, uma nova esperança surge com a proposta de revogação da Lei Complementar nº 6.550/2022, que elevou as contas de água no município. O projeto, assinado por 10 vereadores, visa anular os efeitos dessa lei e restabelecer as normas anteriores, trazendo alívio financeiro para a população.

A alteração na taxa de resíduos sólidos foi implementada com base nas diretrizes da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico da Zona da Mata (ARIS), da qual o Departamento Municipal de Saneamento Urbano (Demsur) é credenciado. A nova cobrança passou a considerar o consumo de água de cada família, o que gerou aumento substancial nas contas de água para muitos moradores.

Diante desse cenário, a população de Muriaé tem expressado sua insatisfação, alegando que o aumento repentino e significativo está prejudicando o equilíbrio financeiro das famílias e afetando o orçamento doméstico. Em resposta a essas preocupações, os vereadores se uniram e assinaram o Projeto de Lei Complementar que propõe a revogação da lei responsável pelo aumento nas tarifas.

Caso o projeto seja aprovado, as normas anteriores seriam restabelecidas, trazendo um possível alívio financeiro para a população de Muriaé. Com a revogação da Lei Complementar nº 6.550/2022, as Leis 2.165/1997, 4.389/2012 e 3.195/2005 voltariam a vigorar, proporcionando uma nova base para o cálculo das tarifas de resíduos sólidos.

A proposta dos vereadores está aguardando tramitação na Câmara Municipal, e o presidente pode pautá-la para discussão e votação. Caso seja aprovada, a revogação da lei poderá trazer um novo equilíbrio financeiro para os moradores, aliviando o impacto das contas de água e buscando atender às demandas da população.

A expectativa é de que as autoridades responsáveis estejam abertas ao diálogo com a população, considerando os impactos financeiros e promovendo uma solução mais justa e equilibrada. A transparência nesse processo e a compreensão das necessidades e dificuldades dos moradores são fundamentais para encontrar uma alternativa que atenda tanto às demandas da autarquia quanto às expectativas da população de Muriaé em relação aos serviços prestados pelo Demsur.

Enquanto aguardamos a decisão sobre o projeto de revogação da taxa de resíduos sólidos em Muriaé, os moradores permanecem na expectativa de uma possível redução nas contas de água e um alívio financeiro para as famílias. A revogação da lei atualmente em vigor poderia representar uma reversão nos aumentos abruptos e substanciais nas tarifas, que têm impactado negativamente o orçamento doméstico.

Para a população de Muriaé, essa proposta de revogação é vista como uma oportunidade de correção de uma medida que trouxe ônus financeiro para muitos moradores. Através da mobilização dos vereadores e da tramitação do projeto na Câmara Municipal, espera-se que seja possível reverter a situação e restabelecer condições mais justas para a cobrança da taxa de resíduos sólidos.

É importante ressaltar que o debate em torno desse assunto requer transparência e diálogo entre as autoridades competentes, o Demsur, a ARIS e a população de Muriaé. O esclarecimento dos motivos que levaram à implementação da lei e a análise conjunta dos impactos financeiros podem levar a uma solução mais equilibrada, que atenda às necessidades da autarquia e também respeite a capacidade financeira dos moradores.

Enquanto o projeto de revogação segue em tramitação, é fundamental que os canais de comunicação entre a população e as autoridades estejam abertos e acessíveis. Os moradores devem ter a oportunidade de expressar suas preocupações, obter esclarecimentos sobre as cobranças e participar ativamente desse processo de decisão.

Acompanharemos de perto os desdobramentos desse projeto de lei complementar e traremos novas informações assim que estiverem disponíveis. A população de Muriaé espera que essa proposta represente uma possibilidade de alívio financeiro e uma solução mais justa em relação às tarifas de resíduos sólidos, visando o bem-estar e a qualidade de vida de todos os moradores da cidade.

Veja a proposta, clique aqui.