Sargento Joel preso por feminicídio protocola pedido para assumir vaga de vereador cassado

Sargento Joel preso por feminicídio protocola pedido para assumir vaga de vereador cassado

Na tarde de terça-feira (23), uma reviravolta chocante na política de Muriaé. O Vereador Sargento Joel Morais de Asevedo Júnior, atualmente detido em Ubá por causa de um feminicídio, protocolou um pedido na Câmara Municipal para tomar posse na vaga deixada pelo ex-Vereador Carlos Delfim, que foi cassado por decisão unânime dos colegas vereadores no último dia 17/05.

A solicitação do suplente de Vereador Sargento Joel baseia-se no fato de ser o primeiro suplente do partido, o que o tornaria o sucessor direto de Carlos Delfim. Alega-se que sua renúncia ao direito de assumir o cargo foi apenas durante o afastamento do ex-Vereador e, portanto, não é definitiva.

No entanto, é importante ressaltar que o suplente Sargento Joel enfrenta outra prisão preventiva, determinada no âmbito da operação CATARSE, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). Essa nova prisão traz ainda mais questionamentos sobre sua elegibilidade para assumir uma cadeira no legislativo municipal.

Agora, cabe à Presidência da Câmara de Muriaé apreciar o pedido do suplente. A decisão não apenas colocará em jogo a reputação da instituição, mas também poderá gerar indignação e debates acalorados na comunidade muriaeense, uma vez que o caso envolve um crime grave e a necessidade de preservar a integridade da representação política local.

Enquanto a cidade aguarda a posição da Câmara Municipal, os cidadãos expressam preocupação com a possibilidade de um Vereador acusado de feminicídio assumir um cargo público de tamanha importância. Afinal, esse evento não apenas afeta diretamente a confiança na política local, mas também levanta questões sobre o sistema de seleção e indicação dos candidatos.

Acompanharemos atentamente os desdobramentos desse caso que promete agitar Muriaé nos próximos dias, mantendo nossos leitores informados sobre a decisão da Presidência da Câmara e as consequências dessa situação inusitada.

Proposta de revogação da Lei de taxa de resíduos gera expectativa de alívio financeiro em Muriaé

Proposta de revogação da Lei de taxa de resíduos gera expectativa de alívio financeiro em Muriaé

A recente mudança na taxa para a tarifa de resíduos sólidos em Muriaé tem causado insatisfação entre os moradores da cidade. No entanto, uma nova esperança surge com a proposta de revogação da Lei Complementar nº 6.550/2022, que elevou as contas de água no município. O projeto, assinado por 10 vereadores, visa anular os efeitos dessa lei e restabelecer as normas anteriores, trazendo alívio financeiro para a população.

A alteração na taxa de resíduos sólidos foi implementada com base nas diretrizes da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico da Zona da Mata (ARIS), da qual o Departamento Municipal de Saneamento Urbano (Demsur) é credenciado. A nova cobrança passou a considerar o consumo de água de cada família, o que gerou aumento substancial nas contas de água para muitos moradores.

Diante desse cenário, a população de Muriaé tem expressado sua insatisfação, alegando que o aumento repentino e significativo está prejudicando o equilíbrio financeiro das famílias e afetando o orçamento doméstico. Em resposta a essas preocupações, os vereadores se uniram e assinaram o Projeto de Lei Complementar que propõe a revogação da lei responsável pelo aumento nas tarifas.

Caso o projeto seja aprovado, as normas anteriores seriam restabelecidas, trazendo um possível alívio financeiro para a população de Muriaé. Com a revogação da Lei Complementar nº 6.550/2022, as Leis 2.165/1997, 4.389/2012 e 3.195/2005 voltariam a vigorar, proporcionando uma nova base para o cálculo das tarifas de resíduos sólidos.

A proposta dos vereadores está aguardando tramitação na Câmara Municipal, e o presidente pode pautá-la para discussão e votação. Caso seja aprovada, a revogação da lei poderá trazer um novo equilíbrio financeiro para os moradores, aliviando o impacto das contas de água e buscando atender às demandas da população.

A expectativa é de que as autoridades responsáveis estejam abertas ao diálogo com a população, considerando os impactos financeiros e promovendo uma solução mais justa e equilibrada. A transparência nesse processo e a compreensão das necessidades e dificuldades dos moradores são fundamentais para encontrar uma alternativa que atenda tanto às demandas da autarquia quanto às expectativas da população de Muriaé em relação aos serviços prestados pelo Demsur.

Enquanto aguardamos a decisão sobre o projeto de revogação da taxa de resíduos sólidos em Muriaé, os moradores permanecem na expectativa de uma possível redução nas contas de água e um alívio financeiro para as famílias. A revogação da lei atualmente em vigor poderia representar uma reversão nos aumentos abruptos e substanciais nas tarifas, que têm impactado negativamente o orçamento doméstico.

Para a população de Muriaé, essa proposta de revogação é vista como uma oportunidade de correção de uma medida que trouxe ônus financeiro para muitos moradores. Através da mobilização dos vereadores e da tramitação do projeto na Câmara Municipal, espera-se que seja possível reverter a situação e restabelecer condições mais justas para a cobrança da taxa de resíduos sólidos.

É importante ressaltar que o debate em torno desse assunto requer transparência e diálogo entre as autoridades competentes, o Demsur, a ARIS e a população de Muriaé. O esclarecimento dos motivos que levaram à implementação da lei e a análise conjunta dos impactos financeiros podem levar a uma solução mais equilibrada, que atenda às necessidades da autarquia e também respeite a capacidade financeira dos moradores.

Enquanto o projeto de revogação segue em tramitação, é fundamental que os canais de comunicação entre a população e as autoridades estejam abertos e acessíveis. Os moradores devem ter a oportunidade de expressar suas preocupações, obter esclarecimentos sobre as cobranças e participar ativamente desse processo de decisão.

Acompanharemos de perto os desdobramentos desse projeto de lei complementar e traremos novas informações assim que estiverem disponíveis. A população de Muriaé espera que essa proposta represente uma possibilidade de alívio financeiro e uma solução mais justa em relação às tarifas de resíduos sólidos, visando o bem-estar e a qualidade de vida de todos os moradores da cidade.

Veja a proposta, clique aqui.

Prefeitura adota práticas sustentáveis em eventos elitizados, deixando comunidades periféricas de lado: Uma cidade sustentável para quem?

Prefeitura adota práticas sustentáveis em eventos elitizados, deixando comunidades periféricas de lado: Uma cidade sustentável para quem?

O prefeito tem realizado festas nas comunidades, mas chama atenção o fato de que somente no “Festival Gastronomia da Serra”, um evento voltado para a elite, serão disponibilizados copos recicláveis. Essa escolha levanta questionamentos sobre a falta de comprometimento em promover eventos sustentáveis em todas as camadas da sociedade.

Enquanto é louvável que a Prefeitura esteja adotando medidas para reduzir o descarte de plástico de uso único, é decepcionante que tais ações estejam sendo concentradas apenas em um evento elitizado. Isso reforça a ideia de que a sustentabilidade está sendo tratada como um privilégio para uma parcela privilegiada da população, enquanto comunidades periféricas são deixadas de fora.

Seria mais coerente e justo se a Prefeitura se comprometesse a implementar práticas sustentáveis em todos os eventos que promove, incluindo aqueles realizados nas comunidades. Dessa forma, seria possível envolver e engajar um número maior de pessoas, independentemente de sua classe social, na busca por um futuro mais sustentável.

É fundamental que o prefeito repense sua abordagem e priorize a sustentabilidade em todas as suas ações, garantindo que eventos em todas as áreas da cidade possam desfrutar dos benefícios de práticas mais conscientes em relação ao meio ambiente. Somente dessa maneira poderemos construir uma cidade verdadeiramente sustentável, inclusiva e equitativa para todos os seus cidadãos.

 

 
 
 
 
 
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Mudança na taxa de resíduos sólidos gera insatisfação da população em Muriaé

Mudança na taxa de resíduos sólidos gera insatisfação da população em Muriaé

Em entrevista à Rádio Muriaé nesta quinta-feira (18), representantes do Departamento Municipal de Saneamento Urbano (Demsur) explicaram a recente alteração na taxa para tarifa de resíduos sólidos, o que tem gerado insatisfação entre os moradores da cidade. Participaram da conversa o Diretor de Águas e Esgoto, João Ciribelli, o Diretor Jurídico, Aloísio Baeso, o Diretor Financeiro, Pedro Paulo, e o Procurador do Município, Eduardo Marge.

De acordo com os diretores do Demsur, a mudança não partiu da autarquia, mas sim da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico da Zona da Mata (ARIS), da qual o Demsur é credenciado e deve seguir as diretrizes. Segundo João Ciribelli, a partir de agora, a cobrança da tarifa de resíduos sólidos será mais democrática, baseada no consumo de cada família. Ciribelli afirmou ainda que aproximadamente 54% da população terá uma redução no valor final da conta.

O cálculo da nova tarifa será realizado com base na quantidade de litros de água consumidos por cada residência. Pedro Paulo, Diretor Financeiro do Demsur, revelou que a autarquia enfrenta um déficit anual de R$ 6 milhões devido à defasagem na coleta de resíduos. Ele destacou que, embora o objetivo do Demsur não seja gerar lucro, a legislação exige que a autarquia invista pelo menos 5% de seu faturamento para garantir a prestação de um serviço de qualidade.

No entanto, a mudança na taxa tem gerado insatisfação entre a população de Muriaé, especialmente devido ao aumento significativo nas contas de água. Muitos moradores estão reclamando sobre os valores elevados e questionando a necessidade dessa alteração. A população alega que o aumento repentino e substancial está dificultando o equilíbrio financeiro das famílias e causando impacto no orçamento doméstico.

Diante desse cenário, é importante que o Demsur e a ARIS esclareçam os motivos que levaram a essa mudança na taxa de resíduos sólidos, bem como os critérios utilizados para a definição dos valores. Além disso, é necessário que sejam fornecidos canais de comunicação eficientes para que os moradores possam expressar suas preocupações e buscar esclarecimentos sobre as cobranças.

É fundamental que as autoridades responsáveis estejam abertas ao diálogo com a população e promovam uma análise conjunta das tarifas e seus impactos financeiros. A transparência nesse processo e a compreensão das necessidades e dificuldades dos moradores podem contribuir para uma solução mais justa e equilibrada, que atenda tanto às demandas da autarquia quanto às expectativas da população de Muriaé em relação aos serviços prestados pelo Demsur.