Maicon da Cadeira solicita relatório completo das ações da Comissão da Pessoa com Deficiência da Câmara em 2025

Maicon da Cadeira solicita relatório completo das ações da Comissão da Pessoa com Deficiência da Câmara em 2025

Outra ação protocolada por Maicon da Cadeira foi a solicitação formal de todas as informações referentes à atuação da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara Municipal durante o ano de 2025.

No ofício, Maicon solicita:

  • A descrição de todas as ações e atividades realizadas pela Comissão

  • Os direitos que foram garantidos ou assegurados

  • As iniciativas institucionais desenvolvidas

  • E todas as atas das reuniões ocorridas no período

O pedido é fundamentado no princípio da transparência pública e no fato de Maicon ser o proponente da criação da Comissão, o que, segundo ele, reforça sua responsabilidade em acompanhar, fiscalizar e avaliar a efetividade desse espaço.

“A Comissão foi criada para gerar resultados concretos para as pessoas com deficiência. A sociedade precisa saber o que foi feito, o que avançou e o que ainda precisa melhorar”, destaca.

A solicitação busca fortalecer o controle social e garantir que a Comissão cumpra, na prática, o papel para o qual foi criada.

Proposta de Maicon da Cadeira cobra acessibilidade em Libras no programa da Câmara veiculado pela Rádio Muriaé

Proposta de Maicon da Cadeira cobra acessibilidade em Libras no programa da Câmara veiculado pela Rádio Muriaé

Maicon Bruno de Oliveira, o Maicon da Cadeira, também protocolou uma proposta de acessibilidade em Libras no programa institucional da Câmara Municipal que é transmitido pela Rádio Muriaé.

Atualmente, o programa é veiculado apenas em áudio, o que exclui as pessoas surdas do acesso às informações públicas e ao debate político. Para Maicon, isso representa uma barreira de comunicação incompatível com os princípios da inclusão e da democracia.

A proposta apresentada sugere que o programa, que já existe, passe a ser transmitido simultaneamente pelas redes sociais, como o Instagram, com interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), garantindo acesso igualitário às pessoas surdas.

Maicon ressalta que a medida é plenamente viável, já que a Câmara conta com intérpretes de Libras em seu quadro funcional, não exigindo a criação de nova estrutura.

“Garantir acessibilidade não é favor. É direito. Informação pública precisa chegar a todos, sem exceção”, afirma.

A iniciativa também fortalece a imagem institucional do Legislativo como um órgão moderno, inclusivo e comprometido com a cidadania.

Maicon da Cadeira propõe transmissão das sessões da Câmara também pelo Instagram e Facebook

Maicon da Cadeira propõe transmissão das sessões da Câmara também pelo Instagram e Facebook

O ativista pelos direitos das pessoas com deficiência Maicon Bruno de Oliveira, conhecido como Maicon da Cadeira, protocolou um ofício junto à Câmara Municipal de Muriaé propondo a ampliação da transmissão das sessões plenárias para as redes sociais Instagram e Facebook, além do YouTube, plataforma atualmente utilizada.

Segundo Maicon, a proposta tem como objetivo ampliar a transparência dos trabalhos legislativos e facilitar o acesso da população às discussões e decisões tomadas no plenário. Ele destaca que grande parte da população utiliza as redes sociais como principal meio de informação, especialmente por meio do celular.

“Quando a Câmara entra ao vivo no Instagram ou Facebook, os seguidores recebem notificação automática. Isso aumenta muito o alcance e faz com que mais pessoas acompanhem as sessões em tempo real”, explica.

A iniciativa também busca estimular a participação cidadã, aproximando o Legislativo da população e fortalecendo o princípio constitucional da publicidade dos atos públicos. Para Maicon, a Câmara precisa estar onde o povo está.

A proposta agora aguarda análise por parte do Poder Legislativo.

No Congresso, Maicon da Cadeira participa de articulação que garante fim das convocações do INSS a pessoas com deficiência permanente

No Congresso, Maicon da Cadeira participa de articulação que garante fim das convocações do INSS a pessoas com deficiência permanente

Brasília foi palco de mais um capítulo importante na luta pelos direitos das pessoas com deficiência e dos beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Em agenda no Congresso Nacional, estive reunido com o deputado federal Hugo Leal, autor da Lei nº 15.157/2025, que representa um avanço histórico ao proibir que o INSS convoque para reavaliações periódicas pessoas que possuem laudo médico comprovando deficiência ou doença de caráter permanente.

A reunião contou também com a presença de Vinícius, presidente da Rede do BPC, reforçando a articulação nacional em defesa dos usuários do benefício. O encontro teve como foco principal a aplicação correta da lei e o combate às práticas recorrentes do INSS que, mesmo após o reconhecimento da condição permanente, vinha convocando beneficiários para novas avaliações, gerando medo, insegurança e sofrimento desnecessário.

A Lei nº 15.157/2025 nasce justamente para corrigir essa distorção. A partir dela, pessoas com deficiência permanente, devidamente comprovada por laudo médico, não podem mais ser submetidas a perícias e revisões periódicas sem fundamento técnico. A legislação reconhece algo simples, mas que por anos foi ignorado: doença permanente não regride por convocação administrativa.

Na prática, a lei garante mais segurança jurídica, respeito e dignidade a milhares de brasileiros que dependem do BPC para sobreviver. Famílias inteiras viviam sob constante tensão, temendo perder o benefício a cada carta de convocação do INSS, mesmo quando a condição de saúde era irreversível. Esse tipo de política não combatia fraudes — apenas penalizava quem já enfrenta limitações severas no dia a dia.

Durante a reunião, o deputado Hugo Leal reafirmou o compromisso com a pauta das pessoas com deficiência e destacou que a lei foi construída ouvindo a sociedade civil, movimentos sociais e representantes dos usuários do BPC. Segundo ele, o objetivo sempre foi claro: proteger quem já teve seu direito reconhecido e impedir abusos administrativos.

A presença da Rede do BPC nesse diálogo reforça a importância da mobilização social organizada. Foi a pressão legítima, responsável e constante dos usuários que transformou indignação em proposta e proposta em lei. Esse avanço mostra que participação política dá resultado quando é feita com seriedade e compromisso com quem mais precisa.

O Benefício de Prestação Continuada é um direito constitucional e não um favor. Ele existe para garantir o mínimo de dignidade às pessoas com deficiência e idosos em situação de vulnerabilidade social. Submeter essas pessoas a revisões repetitivas, mesmo diante de laudos permanentes, sempre foi uma violência institucional. A Lei nº 15.157/2025 representa, portanto, um freio claro a esse tipo de prática.

Seguiremos atentos para que a lei seja cumprida integralmente em todo o país. Direito garantido em lei precisa ser respeitado na prática. A luta continua, mas essa conquista mostra que estamos no caminho certo: transformando dor em política pública e resistência em resultados concretos.

 

 
 
 
 
 
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