PL cria movimento de Inclusão e Cidadania em Minas Gerais após proposta apresentada por Maicon da Cadeira
Uma proposta que começou com diálogo, articulação política e a defesa de uma participação maior das pessoas com deficiência dentro dos espaços de decisão partidária agora se transforma em uma iniciativa oficial do Partido Liberal em Minas Gerais.
O PL de Minas Gerais oficializou a criação do Movimento PL Inclusão e Cidadania, estrutura partidária destinada à promoção de ações voltadas às pessoas com deficiência, pessoas autistas e pessoas com doenças raras.
A criação foi formalizada por resolução da direção estadual do partido, com autorização expressa da Comissão Executiva Nacional do PL. O documento estabelece como princípios do movimento a igualdade de direitos, o respeito às diferenças, o acesso às oportunidades e a participação ativa na sociedade.
A iniciativa tem participação direta de Maicon da Cadeira, de Muriaé, que há anos atua na defesa dos direitos, da inclusão, da acessibilidade e da participação social das pessoas com deficiência.
Antes da criação do movimento em Minas Gerais, Maicon apresentou a proposta no âmbito nacional do Partido Liberal e chegou a conversar diretamente, por telefone, com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, oportunidade em que defendeu a necessidade de o partido ampliar sua organização e atuação política junto às pessoas com deficiência.
Posteriormente, a proposta também foi levada à direção estadual do PL em Minas Gerais. A ideia apresentada foi iniciar a construção do projeto no estado, criando uma estrutura que pudesse desenvolver ações concretas, aproximar o partido desse segmento da população e contribuir para a formulação de propostas e políticas públicas.
O que inicialmente era uma proposta de organização partidária avançou institucionalmente e resultou na criação oficial do PL Inclusão e Cidadania em Minas Gerais.
Segundo a resolução, o movimento deverá desenvolver ações em favor das pessoas com deficiência, autistas e pessoas com doenças raras, tendo como referência a Lei Brasileira de Inclusão — Lei nº 13.146/2015 e buscando ampliar o acesso a áreas fundamentais como saúde, educação e trabalho. O documento também destaca objetivos relacionados à inclusão social, cidadania e eliminação de barreiras.
Da participação à construção de políticas públicas
A criação de um espaço específico dentro de uma estrutura partidária possui uma importância que vai além da organização interna.
Historicamente, uma das reivindicações dos movimentos de pessoas com deficiência é justamente que esse público esteja presente também nos espaços onde decisões políticas são construídas — não apenas como destinatário de políticas públicas, mas participando de sua formulação.
Essa é uma das ideias que Maicon pretende levar para a coordenação do movimento em Minas Gerais: dar voz, promover participação e transformar experiências vividas pelas próprias pessoas com deficiência em propostas concretas.
Maicon deverá assumir a coordenação estadual do PL Inclusão e Cidadania e participar da construção das primeiras ações e projetos do movimento.
A resolução determina que a Comissão Executiva Regional será responsável pelo funcionamento do movimento e pela designação de seus coordenadores. Também estabelece que os projetos e programas desenvolvidos pelo PL Inclusão e Cidadania serão submetidos à apreciação da Comissão Executiva Estadual.
Para Maicon, a nova etapa representa também a possibilidade de construir uma ponte entre pessoas com deficiência, famílias, entidades, especialistas, gestores públicos e representantes políticos.
Mais do que discutir deficiência, a proposta é discutir cidadania.
Isso significa trabalhar temas como acessibilidade, autonomia, educação inclusiva, qualificação profissional, geração de emprego e renda, saúde, tecnologia assistiva, participação política, combate às barreiras e ampliação das oportunidades.
Uma pauta construída com quem vive essa realidade
Um dos princípios que deverá orientar o movimento será a participação das próprias pessoas diretamente envolvidas nas pautas.
A intenção é ouvir pessoas com diferentes tipos de deficiência, pessoas autistas, pessoas com doenças raras, familiares, instituições e profissionais que atuam nessas áreas, levando essas experiências para dentro do debate político.
A criação do PL Inclusão e Cidadania representa, portanto, o início de uma nova etapa.
Uma proposta apresentada inicialmente ao partido chega agora ao campo institucional e passa a ter condições de se transformar em ações, debates, projetos e propostas para Minas Gerais.
Para Maicon, que há anos defende que inclusão deve ser tratada como direito, cidadania, participação e oportunidade, assumir a coordenação do movimento também significa ampliar essa luta.
E o desafio a partir de agora será transformar a estrutura criada no papel em participação efetiva na vida das pessoas.